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Executivas no Esporte:"Parabenize-se pelas pequenas conquistas. Não pense, somente, nos grandes desafios"

Graciema Bertoletti é sócia da sócia da G5 Evercore, maratonista e se prepara para o seu primeiro Ironman


 

 

 

Personagem do livro “Vidas Corridas - O que os grandes executivos viveram em suas maratonas do asfalto e da vida”, escrito por Sérgio Xavier Filho, a maratonista, triatleta e sócia da G5 Evercore, Graciema Bertoletti é firme desde o aperto de mão até as respostas precisas.

Aos 44 anos, a executiva de 44 anos tem a irmã gêmea, Edith, como uma de suas principais parceiras de desafios no asfalto. Para ela, valorizar as vitórias diárias trazidas pelo esporte é essencial. “Parabenize-se pelas pequenas conquistas. Não pense somente nos grandes desafios. Precisa ser como na corrida, pensando sempre no próximo quilômetro”, recomenda.

Mãe e esposa, Graciema Bertoletti afirma que a corrida oferta muito mais do que boa forma. Segundo a economista, a disseminação da prática gera boas energias. “Cerque-se de gente boa e alegre, desde o porteiro que deseja 'bom dia' até a manicure que te dá um 'boa sorte'. É preciso deixar as pessoas te darem energia e esse é o legal da corrida. Mesmo sendo um esporte solitário, ela transforma você em um imã de coisas boas e um catalisador de pessoas”, pontua.

Formada em Economia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e com MBA em Administração em Havard (EUA), em cerca de dez minutos de conversa, entre uma reunião e outra, ela fala de seu amor pelo esporte, foco, disciplina e a maneira que inclui a prática esportiva em sua rotina. 

Influência do esporte no trabalho

“Creio que a corrida me dê um pouco de disciplina para que eu me cuide. Acredito, que qualquer executivo, seja mulher ou não, precise ter um alto nível de energia devido à demanda do dia a dia, as preocupações, etc. Desta forma, o esporte faz com que você esteja bem de 'cabeça' e fisicamente, fazendo com que a pessoa enfrente melhor o cotidiano de trabalho. Então, é quase como 'roubar' um pouquinho o tempo do trabalho, para depois devolvê-lo com mais qualidade”.

Rotina esportiva x Rotina Profissional

“Acordo às 5h30, quase todos os dias. Faço esporte até as 7h30 e, normalmente, levo o meu filho mais velho à escola. E, aos finais de semana, faço os treinos longos. Me dou os sábados de manhã como 'presente' e um pedaço da manhã dos domingos. Mas, sempre acordo bem cedo para não 'roubar' muito do convívio com os meus filhos”.

Disciplina e foco

“A mulher executiva precisa ter disciplina e foco para a prática esportiva, pois precisa 'abrir mão' de tempo com os filhos, algo precioso do que qualquer outra coisa. Por isso, é necessário ter muita convicção de que o momento que ela abre mão será gasto com algo que fará à ela pessoa e aos filhos, também.

O fato de eu estar mais feliz, tranquila,emanar alegria, ter disposição e estar mais em forma, creio que repercuti neles, por meio do meu bom humor. Desta forma, ganho mais energia para o trabalho e para a minha família”.

Popularização da corrida

“É maravilhoso as pessoas poderem se encontrar e se socializar no domingo pela manhã. Creio que isso seja melhor do que os encontros nos bares, às 23h, tomando cerveja. Nas duas situações a interação é a mesma e é possível conhecer gente e dar risada. No entanto, na corrida isso é feito de maneira saudável, pois ao invés de as pessoas estarem com um cigarro nas mãos ou comendo 'besteiras', estão procurando bem-estar. Por isso, não importa se corre bem ou mal, o importante é se exercitar e atrair novas pessoas”.

Desafios

“Como profissional, espero passar toda a 'turbulência' econômica do Brasil. Atuo com assessoria financeira e muitos dos clientes estão em um momento difícil. Trabalhar duro em péríodos como esse é mais desafiador e é preciso ficar com a cabeça erguida nos próximos dois ou três anos.

Já como esportista, me escrevi para o Ironman (modalidade de triathlon de longas distâncias que compreende aproximadamente 3,8 km (quilômetros) de natação, 180 km de ciclismo e 42,195 km de corrida), no ano que vem. Será um grande desafio e será necessário mais foco. Já fiz meio Ironman, mas inteiro será a primeira vez. Mas, os desafios no esporte afastam um pouco a tensão, uma vez que, por algum momento suas preocupações deixam de ser o Dólar, a economia e passa a ser, apenas, o próximo quilômetro”.

Fotos: Gilson Alves

 

Por Carla Caroline