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A pressa passa...

Dezembro: O mês em que todos querem correr para resolver tudo o que não foi priorizado durante os outros 11 meses do ano.


 

Adiantaram o Natal? É a impressão que tenho quando chega dezembro. E não é só comigo que isso acontece, mas com fornecedores, clientes, parceiros, amigos e familiares. Todos querem correr para resolver tudo o que não foi priorizado durante os outros 11 meses do ano.

No meio dessa loucura, penso: e o balanço do ano e planejamento para o próximo? Procrastinaremos e deixaremos para janeiro ou depois do carnaval? Sinto falta disso não só nas empresas, mas na vida pessoal. Todos estão tão enlouquecidos com entrega de brindes, festas de confraternização, férias coletivas e tudo mais, que esquecem de analisar, planejar e criar metas para o ano seguinte.

E é aí que começam a ocorrer os problemas. Sem avaliar o que foi feito, tanto de positivo, quanto de negativo, e sem saber como resolver as questões ainda não finalizadas, os 12 meses seguintes serão caóticos.

Não sonho com reuniões intermináveis para traçar planos e relatórios gigantes, que só trazem aborrecimento. Sou da área de humanas e abomino planilhas, embora tenha ficado mais amiga delas nos últimos anos. Mas adoraria ver as pessoas pensando em como entrar em 2015 com novos desafios, sonhos e, principalmente, ações.

Mas como fazer isso com tantas tarefas? Entendo a questão, até porque eu me pergunto isso. Porém, é importante rever conceitos e começar a se programar e, mais do que tudo, priorizar ações e sentimentos.

Recentemente li uma entrevista com Daniel J. Levitin, autor de best seller e neurocientista, que dizia que as pessoas organizadas são calmas e vivem o momento, sem fazer malabarismos com muitas atividades ou preocupadas com suas listas de atividades.  Segundo ele, é importante focar no que realmente importa, sem querer perfeccionismo em tudo, a não ser que queira ter um colapso nervoso.

Isso serve tanto para o trabalho, como para o nosso dia a dia. O importante é tirar a sensação da pressa, do desespero, de impotência e culpa. O ano está acabando, não dá para voltar até janeiro começar a fazer regime. Chorar vale? Claro que não! Mas saber onde erramos e como consertar, vale muito. Sem pressão e cobranças, pois elas são as portas para as tantas síndromes que vemos por aí.

O ano acabou, infelizmente. Se adiantaram o Natal, não sei, mas meu balanço sobre 2014 já está sendo feito, assim como meus planos para 2015. E uma das metas é organizar minhas prioridades e viver sem pressa para tudo. Afinal, ela passa e os erros ficam. 

Ana Claudia Proença

Jornalista e empreendedora na área de comunicação e marketing