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Anvisa aprova primeira vacina contra dengue do Brasil

Com 1,4 milhões de casos da doença registrados este ano, País deverá obter grandes benefícios por meio da nova ferramenta de prevenção


 

 

Foi aprovada, nesta semana, pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a vacina tetravalente para a prevenção da dengue, doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti. A imunização, fabricada pela francesa Sanofi Pasteur, divisão de vacinas da Sanofi, previne os quatro sorotipos do vírus da doença em pessoas de nove aos 45 anos de idade que vivem em países endêmicos.

Fora a aprovação regulatória concedida ao Brasil, o medicamento já tem registro no México e nas Filipinas desde o início de dezembro. A vacina reduziu dois terços dos casos causados pelos quatro sorotipos de dengue, preveniu oito de cada dez hospitalizações e 93% dos casos de dengue grave.

A dengue impacta o Brasil com mais de 1,4 milhões de brasileiros acometidos pela doença, somente em 2015. Até 70% dos casos de dengue no País foram registrados em indivíduos a partir de nove anos de idade, segmento social da população ativa e com alta mobilidade o que também favorece a disseminação da doença nas comunidades.

“Esta aprovação da imunização contra dengue pela ANVISA, representa um marco importante para a Sanofi Pasteur”, diz Guillaume Leroy, vice-presidente da Dengue Company da Sanofi Pasteur. “A aprovação da vacina contra dengue no Brasil tem o potencial de reduzir significativamente esta enorme carga da dengue e ajudar o Brasil a atingir os objetivos de redução da mortalidade e morbidade por dengue estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde até 2020”, afirma.

A dengue é uma prioridade de Saúde Pública maior para os países tropicais e subtropicais da América Latina e da Ásia. “A aprovação da primeira vacina contra a dengue é um avanço para a Saúde Pública de importância crítica para o nosso País, que tem a maior carga da dengue da América Latina”, destaca o João Bosco, do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública, professor da Universidade Federal de Goiás.

O Ministério da Saúde destaca que a comercialização depende da definição do preço da vacina e que vai estudar se vai fornecer a imunização pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

A vacina será aplicada em três doses com um intervalo de seis meses entre uma dose e outra. A vacina só começa a fazer efeito um mês depois que a pessoa tomou a primeira dose. O produto não protege contra o zika vírus e a febre chikungunya, também transmitidas pelo mosquito aedes aegypti.

Da Redação