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Camila Achutti é finalista do Prêmio CLAUDIA 2015

Jovem é umas das principais militantes pela igualdade de gênero na informática


 

 

Criadora do blog “Mulheres na Computação”, que atualmente recebe 30 mil visitantes por mês e fez dela uma das principais porta-vozes da militância pela igualdade de gêneros na informática, Camila Achutti é finalista do Prêmio CLAUDIA 2015, a maior premiação feminina da América Latina, na categoria Revelação.

Em maio, ela foi laureada estudante mais visionária pelo instituto internacional Anita Borg, que incentiva a participação feminina na tecnologia. O ingresso na faculdade de ciência da computação da USP (Universidade de São Paulo), em 2010, porém, não foi tão entusiasmante. Dos 50 alunos, Camila era a única mulher.

Fiquei intimidada e voltei para casa achando que aquilo não era lugar para mim.” Incentivada pela mãe, resolveu insistir por mais algumas semanas. Nessa fase de teste, encontrou a foto da primeira turma do curso, formada em 1971. Para seu espanto, 70% das alunas eram mulheres.

Intrigada, Camila fez uma pesquisa e levantou algumas hipóteses plausíveis para tal disparidade. Naquela época, os computadores eram utilizados apenas nas universidades ou nos escritórios mais modernos, para facilitar o trabalho das secretárias – postos já ocupados por mulheres. Além disso, elas não eram responsáveis pelo sustento da família e podiam se arriscar em profissões não consolidadas. O jogo virou quando, a partir da década de 1980, o negócio passou a movimentar fortunas. Tomar conhecimento da história deu ânimo especial à estudante.

Ao final do primeiro ano de curso, Camila começou a escrever em seu blog sobre o papel das meninas na computação. Aproveitava o espaço para compartilhar o conhecimento adquirido nas aulas com uma linguagem mais simples. Logo ganhou seguidoras de todo Brasil. A jovem também chamou a atenção dos organizadores do Technovation, evento que desafia garotas a criar aplicativos para ajudar a resolver um problema da comunidade.

Camila tornou-se embaixadora da competição, que, em sua última edição, teve mais de 1,5 mil inscritas. Sua reputação foi além: em 2013, recebeu um convite para fazer um estágio na sede americana do Google. Ao regressar, veio outra proposta: trabalhar na Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap) e ajudar a conectar a geração que já nasceu em um mundo digital com as oportunidades do futuro.

Camila é finalista do Prêmio CLAUDIA, que há 20 anos inspira, conecta e homenageia mulheres que fazem a diferença. O prêmio reconhece mulheres nos âmbitos de Trabalho Social, Ciências, Cultura, Negócios, Revelação, Políticas Públicas e Consultora Natura.

As vencedoras são eleitas por meio de votação popular (www.premioclaudia.com.br) e por um júri formado por personalidades engajadas nos diversos âmbitos no qual o Prêmio está envolvido. A votação termina às 18h do dia 30 de setembro.

 

Foto: Pablo Saborido

Da Redação