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Dagmar Garroux é vencedora do Prêmio CLAUDIA

Fundadora da Casa do Zezinho abre portas para que jovens em situação de risco social superem limitações


 

O Prêmio CLAUDIA, reconhecido como a maior premiação feminina da América Latina, realizado na terça-feira (06), no auditório do Ibirapuera, em São Paulo, elegeu as mulheres empenhadas em construir um Brasil melhor nas categorias: Revelação (Raíssa Müller), Ciências (Mariangela Hungria), Políticas Públicas (Marinalva Dantas), Cultura (Renata Meirelles), Negócios (Alcione Albanesi), Trabalho Social (Dagmar Garroux) e Consultora Natura Inspiradora (Lisandra Mazutti), categoria criada para premiar uma consultora da marca.

O prêmio chegou há 20 anos, quando a revista CLAUDIA começou a mergulhar fundo pelo Brasil em busca de transformações e novas protagonistas de uma sociedade em transição. Neste período, foram 4,2 mil candidatas analisadas, 354 finalistas que impactaram profundamente suas famílias, suas comunidades e, em alguns casos, todo o país.

Hoje é o dia de reconhecer essas mulheres extraordinárias, que rompem barreiras na ciência, ajudam a democratizar a cultura, fazem negócios que somam ao lucro a valorização da pessoa e da sociedade. Mulheres que movimentam comunidades, mudam as políticas e fazem justiça. Que nos surpreendem e nos inspiram a buscar o extraordinário que existe dentro de cada um de nós”, comentou o presidente da Editora Abril, Alexandre Caldini.

A pedagoga Dag­mar Garroux, mais conhecida como “tia Dag”, é vencedora do Prêmio CLAUDIA 2015 na categoria Trabalho Social. Ela fundou a Casa do Zezinho. Lá, quase dois mil moradores dos bairros Santo Antônio, Capão Redondo e Jardim Ângela, uma das regiões mais violentas do país, recebem aulas de informática, lín­guas, música e esportes, entre outras. Para concor­rer a uma vaga, é necessário entrar numa lista de espera que, atualmente, tem mil nomes.

Filha de um casal de classe média alta que, em mea­dos do século passado, já se preocupava em registrar seus empregados domésticos e incentivar que estudas­sem, Dagmar se interessou pela educação e pela favela ainda criança.

Aos 14 anos, realizou seu primeiro tra­balho voluntário. Durante a ditadura militar, dedicou­-se a atender filhos de exilados políticos. A Casa do Zezinho nasceu quando ela e o marido abrigaram me­ninos ameaçados de morte por grupos de extermínio.

Tia Dag é educadora, mas seu projeto não se res­tringe à educação. No quarteirão vizinho à Casa do Zezinho funciona o Se Cuida, Zezinho, clínica de medicina integrativa que oferece consultas à popu­lação local. Ela também tem projetos re­centes, como Maria Zezinho, que propõe a troca de conhecimentos entre netos e avós da co­munidade; e o o Mãe Zezinho, que conta com adoles­centes que cuidam de crianças enquanto os adultos trabalham. Eles recebem instruções sobre saúde, educa­ção, higiene e desenvolvimento infantil.

 

Foto: Pablo Saborido

 

Da Redação