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Estudo de Harvard propõe uso de partículas de ouro para tratar espinhas

Para dermatologista brasileiro, a técnica é promissora


Novidade foi apresentada por professor de medicina de Harvard no Congresso da Academia Americana de Dermatologia.


Quem sofre de acne sabe o quão indesejada ela é. Uma novidade no combate ao mal foi apresentada com exclusividade pelo dermatologista Rox Anderson, professor de Medicina em Harvard, nos Estados Unidos, no congresso da Academia Americana de Dermatologia. Para contornar o problema, o médico usa nanopartículas de ouro e um tipo de laser. 

Diferentemente dos demais tratamentos que fazem a acne voltar, nesta técnica, Anderson promete uma solução definitiva ao destruir as glândulas sebáceas. Numa emulsão, essas partículas de ouro absorvem a luz do laser, causando danos térmicos nas glândulas, sem uso de anestesia.

Há ressalvas, porém, em relação à nova alternativa, que ainda não está disponível nos consultórios médicos. "Ainda não se sabe como esse ouro é absorvido pelo organismo, também não temos conhecimento suficiente para dizer que as glândulas sebáceas ficarão realmente inativas por tempo indeterminado", avalia o dermatologista brasileiro Fernando Macedo, da clínica Image, em São Paulo.

Hoje o ouro é usado em alguns produtos cosméticos, mas faltam estudos para comprovar os benefícios prometidos, como os efeitos rejuvenescedor e clareador. Há também lifting faciais feitos com o metal. 


As causas da acne

A pele oleosa é principal vítima da acne. Infelizmente cravos e espinhas não se restringem à adolescência. Mas o que é a acne? Trata-se de uma doença com alguns fatores envolvidos que levam à obstrução do folículo pilo sebáceo (poro por onde passa o pelo e o sebo na epiderme). Desta forma, ocorre frequentemente o acúmulo do sebo, da queratina e de bactérias no interior do folículo. Como consequência, ocorre a formação de cravos, espinhas e até de lesões profundas (cistos) que podem ocasionar cicatrizes.

As principais causas da acne são alterações na quantidade e qualidade do sebo da pele e do processo de renovação celular (queratinização) que têm, com frequência, uma herança genética. Outros fatores como alterações hormonais, o uso de medicamentos, suplementos e consumo de alimentos também podem contribuir. Além disso, alguns hábitos inadequados, como o uso de produtos oleosos, excesso de maquiagem e falta de higienização adequada, podem desencadear ou piorar o quadro.

Há um arsenal de medicamentos de uso tópico ou por via oral que é utilizado pelo dermatologista para o tratamento da acne. "Associados a eles recomendamos eventualmente os peelings químicos e a limpeza de pele e, mais recentemente, o tratamento com luzes e lasers", lembra Macedo.

Por Fouad Matuck