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Fisioterapia em prol da saúde da mulher

Tratamentos voltados para o público feminino ajudam em áreas da oncologia, uroginecologia, ginecologia e obstetrícia


 

 

Há certo período, cuidar da saúde da mulher passou a ser muito mais do que frequentar o consultório do ginecologista semestralmente. Elas se tornaram alvo de preocupação e fonte de estudos em diversas áreas do setor, dentre elas, a fisioterapia.

No SUS (Sistema Único de Saúde), por exemplo, o público feminino ganhou atenção maior devido às reivindicações ocorridos nos últimos 25 anos. Assim, surgiram ações de educação, prevenção e recuperação na ginecologia, pré-natal, parto e puerpério, climatério, foram os mais diversos tipos de cânceres.

“A fisioterapia pode ser utilizada em prol da mulher em todos os níveis de atenção à saúde, em todas as fases do desenvolvimento ontogênico, com ações de prevenção, promoção, proteção, educação, intervenção, recuperação e reabilitação da cliente/paciente/usuária, nos seguintes ambientes: hospitalar, ambulatorial (clínicas, consultórios, centros, unidade ou núcleos de saúde), domiciliar, entre outros”, ressalta Vanessa do Carmo, coordenadora do curso de Fisioterapia da Anhanguera de Niterói (RJ) e consultora do SINFITO-RJ (Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais no Estado do Rio de Janeiro).

Para desenvolver ou reabilitar órgãos e sistemas, aperfeiçoar ou adaptar as pessoas para a melhor qualidade de vida, ações voltadas para as áreas de oncologia (ginecológica e mamária), uroginecologia (incontinência urinária e fecal), ginecologia (disfunções sexuais, dor pélvica crônica, endometriose, climatério) e obstetrícia (gestação e pós-parto), são realizadas em mulheres a partir dos 40 anos, segundo Bruna Fernandes Azevedo, professora do curso de Fisioterapia da Faculdade Pitágoras de Guarapari (ES).

Tratamentos

Ocupando cada vez mais uma colocação especial para o tratamento de patologias do assoalho pélvico, por abordar técnicas não cirúrgicas com alta resolutividade, a fisioterapia oferece tratamentos variados.

“Os principais recursos utilizados como forma de tratamento são: cinesioterapia dos músculos do assoalho pélvico, biofeedback mamométrico, eletromiográfico, de superfície e intracavitário (anal e vaginal), biofeedback ultrasonográfico, propriocepção e fortalecimento muscular intra-anal e intra-vaginal, programas de exercícios para gestantes, entre outros”, explica Vanessa do Carmo.

Quando o assunto são as gestantes, a profissional destaca que os benefícios proporcionados estão interligados a “diminuição da incidência de dores lombares, nas articulações, nas pernas e pés; melhora da postura, redução de edemas e câimbras; melhora da circulação; ampliar a consciência corporal, melhora da qualidade de vida...”, pontua.

 

Por Carla Caroline