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Gestão de crise: O emprego tradicional acabou

Especialista em gestão de carreiras fala sobre sobrevivência no mercado de trabalho por meio dos talentos naturais


 

A máster coach Andrea Deis, especialista em gestão de carreiras, fala sobre como sobreviver no mercado de trabalho neste momento de crise pelo país que tem atingido muitos segmentos e gerando desempregos por meio dos talentos naturais em que se valoriza o trabalho e não o emprego. Entenda a diferença de cada um!

Segundo Andrea Deis é necessário que o profissional não busque apenas um bom emprego com salário e benefícios, mas um trabalho que valorize o talento natural e tem mais apego à própria carreira do que à segurança e estabilidade.

É preciso se posicionar na trajetória profissional e escolher o melhor caminho, ter vocação em determinada profissão e sentir prazer em executá-la no dia-a-dia.

De acordo com Andrea foram às mudanças nos valores das gerações de época em época, em que cada pessoa deixou seu valor agregado, sua contribuição para a humanidade e seu desenvolvimento. Tempos atrás, o emprego bom era aquele que perdurava pelo maior tempo possível, com um salário que suprisse as necessidades básicas e a maior "segurança" possível (CLT). Uma empresa e/ou indústria tradicional era o sonho de consumo até o mesmo um carro como benefício para o profissional.

Com a mudança dos preceitos de vida da geração atual na era da informação, muda-se também a maneira de enxergar o emprego. Antes o que era segurança hoje é bem-estar. "Não basta um bom emprego com salário e benefícios, tem que me proporcionar prazer e reconhecimento", afirma Deis.

Antes os "workaholics" eram vistos com bons olhos, hoje, em muitos casos são vistos como ineficientes. Buscar um "emprego" em curto prazo pode resolver um desafio, mas a médio e longo prazo não agrega valor para o profissional.

O emprego é aquele que paga as contas do dia a dia, que nem sempre tem a ver com a vocação, enquanto o trabalho está de olho na carreira, ele transcende a sobrevivência, é realizado com amor, com uma visão de legado, de referência, de futuro.

Para a coach, o mais importante no seu ponto de vista é o amor. Cumprir tarefas qualquer um cumpre. Criar, desenvolver, inovar, reinventar somente os apaixonados pela profissão conseguem enxergar além das obrigações diárias, que conseguem prever riscos e superar obstáculos. Este, hoje é o profissional desejado pelas empresas, é o profissional que irá sobreviver neste momento de crise.

Conseguir atuar área de vocação é trabalhar com o "dom" natural, seu esforço será bem menor comparado com o que teve que desenvolver o talento. O talento nato reflete a paixão pelo resultado, enquanto cumprir metas traz salário no final do mês. "A recompensa financeira chega naturalmente, pois a entrega é garantida" pondera Andrea.

"Portanto fica aqui uma breve reflexão: Quais são os resultados que tenho conquistado nos últimos anos? Satisfaz-me por completo? Sou reconhecido? É gratificante? Faço com prazer? Se você tem dúvida sobre uma das perguntas, talvez seja melhor refletir se tem trabalhado ou está em emprego? A vida é feita de escolhas, e colhemos o que plantamos", conclui a máster coach Andrea Deis.

Da Redação