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Investimento em franquia leva empreendedora a produzir 15 mil pares de sapatos por mês

Jaqueline Costa é uma das empresárias que alavancam setor de Franchising. Segundo pesquisa da ABF , segmento teve crescimento de 8,2% no terceiro trimestre de 2015


 

 

Muitos fatores têm feito com que as pessoas busquem o empreendedorismo. Desta forma, o número de quem se interessa por abrir pequenas franquias, também, cresce na contramão da economia nacional.

Tal fato é constatado pela Pesquisa Trimestral de Desempenho do Franchising realizada pela ABF (Associação Brasileira de Franchising), que mostra um aumento nominal do faturamento de 8,2% no terceiro trimestre deste ano, comparado ao mesmo período de 2014, com um total de R$ 35,5 bilhões.

Dentre outros fatores, o levantamento aposta que o número de unidades cresceu 2% de julho a setembro de 2015, totalizando 133.897 operações de franquias em atividade, no País. Os segmentos que mais cresceram em faturamento no período estudado foram Educação e Treinamento, Negócios, Serviços e Outros Varejos e Veículos, com 15% de crescimento, seguidos por Hotelaria e Turismo, com 14% de expansão.

No meio dos investidores está Jaqueline Costa, 28 anos. Apaixonada por calçados e influenciada pela mãe, Aurélia Costa, que trabalha no ramo calçadista há mais de 30 anos, em 2011, mãe e filha montaram uma fábrica própria de calçados e uma loja na cidade de Birigui (SP). Hoje, são produzidos mais de 15 mil pares por mês.

Com quatro unidades no interior do Estado de São Paulo, a rede entrou para o franchising em 2015. Entre modelos e combinações de cor, a marca oferece mais de 100 opções de sapatilhas, alpargatas e muito mais, produzidos com pedraria e material de alta durabilidade, com numeração do 34 ao 40.

Em entrevista ao Portal Mulher Executiva, a responsável pela criação e desenvolvimentos dos sapatos da marca, destaca os desafios enfrentados pelas mulheres nos negócios, em especial, no franchising. Confira!

 

Portal Mulher Executiva - Quais foram os principais desafios encontrados para investir em seu próprio negócio?

Jaqueline Costa - O principal desafio foi o financeiro. Abrir uma empresa, comprar matéria prima e contratar funcionários exige um investimento grande. Mas, foi algo que conseguimos administrar e superar. Porém, foi necessário muito planejamento.

 

Portal ME - De qual maneira aconteceu a entrada da marca para o mundo do franchising?

Jaqueline Costa - Em 2014, resolvemos abrir um quiosque na cidade de Araçatuba (SP), para vender os nossos calçados.Depois da inauguração algumas pessoas entraram em contato perguntando como poderiam ter uma unidade da loja. Num primeiro momento não tínhamos a intenção de franquear, mas como começamos a receber pedidos, percebemos que era uma boa maneira de expandir o negócio. E, foi uma decisão acertada.

Anunciamos a entrada no mercado em agosto e dois meses depois inauguramos a nossa primeira rede franqueada. Agora, temos outras já em negociação. Hoje possuímos quatro unidades, sendo três próprias.

 

Portal ME - Mesmo em um período como o vivido pelo Brasil, no terceiro trimestre de 2015, segundo dados da ABF (Associação Brasileira de Franchising), o setor de franquias registrou um crescimento de 8,2%. Qual a sua análise do segmento?

Jaqueline Costa - Apesar de ter crescido apenas um dígito no último trimestre, o franchising mostrou-se forte diante desse momento de desaceleração econômica. O sistema sai na frente, principalmente, por oferecer um modelo já testado e que deu certo.

Nós vemos todos os dias nos jornais o quanto este ano está sendo crítico, mas nós vivemos um período bom de vendas e a expectativa é neste fim de ano superar as vendas de 2014. O ano para a marca Jaqueline Costa foi de crescimento, três novas unidades foram inauguradas com sucesso.

 

Portal ME - Ao contrário de outros setores, as mulheres se destacam e ocupam a diretoria de muitas franquias, principalmente daquelas que possuem menos de cinco anos. Em sua opinião, ao que se deve tal fato?

Jaqueline Costa - Acredito que as mulheres são criativas e espontâneas, o que as levam a inovar cada vez mais. Por terem no dia a dia diversas obrigações seja no trabalho, com a família, amigos e outros, acabamos observando mais ao redor, o que muitas vezes é inspirador. E o mercado precisa de inovação para crescer. Acredito que toda essa responsabilidade faz com que tenhamos um espírito empreendedor.

 

Portal ME - Quais são as principais dificuldades encontradas pelo sexo feminino nos negócios?

Jaqueline Costa - Ainda não encontrei dificuldades. Sempre fui respeitada e bem aceita no meio. Talvez um dia isso possa acontecer, mas já tento me preparar para qualquer dificuldade para que isso não interfira nos meus negócios.

 

Portal ME - Qual a sua dica para aquelas que desejam investir no próprio negócio?

Jaqueline Costa - Acreditar em si mesmo e não ter medo de arriscar, pois você não vai saber como seria se não tentar. Mas é preciso ser cautelosa e, principalmente, pesquisar bem sobre o mercado que deseja atuar.

 

 

Por Carla Caroline