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Mulheres na política

A participação das mulheres na Câmara dos Deputados é de 9% e, no Senado, de 10% do total. Diante de tais números, as lutas para que as o sexo feminino rompa paradigma são ainda maiores


 

O aumento na participação do voto pelas mulheres é a confirmação de que elas estão conquistando seu espaço. Embora ainda exista grandes desafios para essas mulheres tanto na política quanto na sociedade de modo geral, como por exemplo: as dificuldades no mercado de trabalho, ainda são consideráveis.A participação política das mulheres, seja como eleitoras (desde a década de 1930), seja como candidatas a cargos públicos, vem progredindo a cada dia, embora a passos lentos, a presença cada vez maior na política é fundamental para o fortalecimento da democracia. Afinal, a representatividade feminina é extremamente importante quando pensamos nas lutas pelos direitos das mulheres em um contexto no qual, como se sabe, ainda há muito preconceito, exclusão e violência contra elas.

Mesmo que possamos dizer que as mulheres estão conquistando seu espaço, é preciso considerar que, por conta das chamadas cotas, fruto de políticas afirmativas para ampliar a participação feminina, os partidos são obrigados a reservarem uma participação de, no mínimo, 30% para cada sexo.

A participação das mulheres, não está ligada apenas a uma maior sensibilização quanto à importância da política entre elas ou à revolução da mulher (do feminismo) à ampliação da politização da sociedade civil de modo geral, resultado de uma luta pela maior participação feminina, o que pode ser considerado um avanço. Contudo, vale ressaltar que leis e as normas por si só possuem um poder relativo (embora sejam importantes instrumentos) na luta contra o preconceito, seja ele de qualquer natureza.

O papel social da mulher e sua posição na sociedade brasileira ainda são permeados de contradições. Em termos quantitativos, basta analisarmos alguns dados apresentados pelo governo, observando-se que a participação das mulheres na Câmara dos Deputados é de 9% e, no Senado, de 10% do total. Além disso, o número de governadoras de estado também ainda é muito pequeno.

Embora cada vez mais a mulher ocupe seu espaço, números apontam uma minoria em nossa política. Acredito que seja necessário que a mulher rompa os paradigmas machistas impostos em nossa sociedade. Inclusive em suas posturas e, em seu fazer político, priorizando temas e problemas que atingem a população feminina e que muitas vezes são ignoradas pela política masculinizada.

Mesmo diante das dificuldades institucionais e ideológicas, a sociedade ainda vê a mulher, que se impõe, e de personalidade “forte”, que entende de política e de economia e que se expõe.

Ao longo da história, a mulher ocupou uma posição inferior ao homem, uma vez que devido à ideia de que a mulher era um sexo naturalmente frágil e sem intelecto suficiente para ser equiparada ao homem, foi discriminada durante anos, resultando minoritária sua influência nas decisões de poder em nossa política.

Madalena Feliciano

Profissional de Recursos Humanos, com atuação especializada em assessoria, gerenciamento de carreira e coaching da Outliers Careers