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O dress code do bom senso

Ousar no figurino é sempre sinônimo de auto estima, porém a ideia de se vestir para o trabalho está mais ligada ao bom senso e os objetivos que quer alcançar


 

 “Diga-me como se veste, que eu te direi quem és”. Uma ótima adaptação do conhecido dito popular e que nos remete ao que realmente é adequado na hora de se vestir para trabalhar, principalmente no caso das mulheres.

Sabemos que na área corporativa, as roupas falam pela pessoa, inclusive, para avançar na carreira. E elas têm de falar bem! E conhecer seu tipo físico e o código de vestuário da empresa é sempre muito importante para saber fazer a mistura correta.

Para refletir sobre o tema, vale relembrar que semanas atrás, surgiu uma polêmica entre funcionários e frequentadores do Congresso Nacional em Brasília após a apresentação de uma proposta da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) que pretende definir um Dress Code (código de vestimenta) adequado à Casa.

Seria o fim das super minissaias e decotes profundos desfilando pelo plenário da Câmara e Salão Verde? A deputada jura que a proposta não é fruto de despeito ou o famoso “recalque”, mas se defende das críticas dizendo que o ambiente empresarial e o legislativo de outros países já possuem código de vestimenta institucionalizado e que a proposta atende a necessidade de preservar o decoro, respeito e austeridade do Poder Legislativo.

As palavras da deputada deixam claro o quanto o mundo corporativo e ambientes que demandam posturas austeras valorizam uma vestimenta que denota respeito. É mais do que claro que peças como saias e vestidos na altura dos joelhos, tailleur, paletó, terninho e decotes rasos estão dentro do que se espera de uma profissional que preza pelo seu trabalho e sua imagem perante os colegas.

E mesmo que nem todas as empresas possuam regras e formalidades, cada ambiente corporativo demanda uma roupa diferente – dos mais tradicionais como o financeiro aos mais liberais, como o de comunicação, é preciso adequar o estilo da pessoa ao ambiente de trabalho. O jeans e acessórios mais despojados combinam com o ambiente de comunicação, mas uma advogada, por exemplo, não poderia usar um look parecido no fórum. O ideal é optar por um terninho ou saia e blusa com bijuteria discreta como acessório. Tudo baseado no bom senso!

É claro que aquela desejada promoção está mais ligada às competências, ao potencial e ao desempenho no trabalho do que ao figurino, mas a maneira de se vestir é parte importante, principalmente, quando se ocupa um cargo estratégico. Mas, usar o bom sendo em relação ao comprimento de saias, profundidade de decotes e a medida certa do ajuste de cada peça são fatores essenciais para potencializar o profissionalismo e sua imagem no ambiente de trabalho.

Em muitos casos, é preciso se lembrar de que está representando a companhia, portanto, além da sua, também estão em jogo a imagem e a reputação da empresa. Por isso, bom senso sempre cai bem em qualquer ocasião. 

Clel Ribeiro

Jornalista, assessora de imprensa de moda e comunicadora digital