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Participação feminina em crescimento

Estudo mostra que há 7 milhões de mulheres brasileiras empreendedoras.


Participação feminina em empresas
O empreendedorismo feminino está mais forte e presente em todo o Brasil e a participação de mulheres como empregadoras ou trabalhando por conta própria já chega a 30,8% do total do mercado de 22,8 milhões de empreendedores existentes no País. Os dados são de uma pesquisa feita pelo Sebrae em parceria com o Dieese, que produziram o "Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras em Micro e Pequenas Empresas 2013".

Em sua 1ª edição, o anuário reafirma que, mesmo representando a maioria da população e da crescente inserção no mercado de trabalho, a mulher ainda ocupa postos de trabalho mais vulneráveis e recebe, em média, remuneração inferior à do homem, mesmo quando a mulher possui níveis de escolaridade superiores.

Diante dessa realidade, quando o assunto são os empregos formais, não é de espantar que as mulheres apostem no empreendedorismo. Ao abrirem seus próprios negócios, as mulheres ganham em remuneração e flexibilidade para a vida familiar. Se consideradas apenas as mulheres que estão à frente de um negócio (empregadoras e trabalhadoras por conta própria), a participação feminina aumentou de 28,7%, em 2001, para 30,8%, em 2011. Atualmente, são 7 milhões de empreendedoras no Brasil. 

Bruna Lofego e Paula Camanho, irmãs e proprietárias da rede de escritórios compartilhados CWK Coworking, começaram exatamente assim. Antes no mercado formal, resolveram empreender e abrir o próprio negócio, pensando em crescimento profissional e realização pessoal. A jornada de sucesso começou em 2010, com a abertura da primeira unidade da CWK Coworking em Belo Horizonte (MG). 

"Na época, buscávamos algo diferente, para sair do emprego tradicional e, de olho no mercado, vimos no coworking uma excelente oportunidade de negócio. O conceito e a prática eram absolutamente novos no Brasil e resolvemos investir. Começamos em Minas Gerais e dois anos depois, expandimos para São Paulo. Nosso plano de crescimento não para e, recentemente, inauguramos mais uma unidade na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Nova Lima", explica Bruna, que comanda os escritórios de Minas Gerais, enquanto Paula fica à frente da unidade em São Paulo.
 
"Somos, ao mesmo tempo, profissionais e mães. Nosso objetivo, além da independência financeira e de um melhor posicionamento no mercado de trabalho era também o de conciliar melhor o tempo e ter a oportunidade de estarmos presentes no dia a dia dos filhos e da família. É impressionante o número de mulheres que, assim como nós, resolvem sair da situação de funcionárias para se tornarem empresárias em micro e pequenas empresas para ter mais qualidade de vida", ressalta Paula.

A experiência pessoal de Bruna e Paula com a CWK Coworking vai de encontro com outros dados da pesquisa que revela que a maioria das mulheres investe em empreendimentos nos setores do comércio e dos serviços. Nestes dois setores, a presença de mulheres empregadoras (73,7%) era superior à de conta própria (62,4%). O percentual de empregadoras nas microempresas (74,6%), quando confrontado ao das demais empresas (66,3%).

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