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Paulistana é finalista do Prêmio CLAUDIA

Consultora Natura e administradora, ela oferece cursos de capacitação a pessoas carentes


 

 

A administradora Anadelli Soares Braz de São Paulo é uma das finalistas ao Prêmio Cláudia 2015, premiação feminina da América Latina que reconhece as brasileiras que fizeram a diferença e se destacaram nos âmbitos de Ciências, Cultura, Trabalho Social, Políticas Públicas, Negócios e Revelação. O prêmio é patrocinado por Natura Chronos, que tem como um dos seus preceitos acreditar na descoberta da beleza ao longo das experiências pessoais.

Anadelli concorre na categoria Consultora Natura Inspiradora. Ela é também uma das vencedoras do Prêmio Acolher, iniciativa do Movimento Natura (www.movimentonatura.com.br) que dá visibilidade e apoio a Consultores e Consultoras que trabalham por uma causa em suas comunidades.

A rotina da paulistana foi, por duas décadas, desenvolver projetos, cortar custos, enxugar o quadro de funcionários. Como toda boa executiva, ela tinha um plano bem traçado não só para os negócios que administrava no mercado financeiro como para a própria carreira: aos 45 anos, deixaria o mundo corporativo para se dedicar à formação de pessoas – talvez como professora.

Mas aos 44 anos, o banco do qual era funcionária fechou um departamento inteiro. Ela e toda sua equipe foram demitidas. Foi então que ela conheceu a Ação Comunitária do Brasil (recentemente o nome foi trocado para Vocação), organização social com 48 anos de atuação que oferece programas socioeducacionais a comunidades carentes, à qual apresentou sua ideia.

Assim nasceu o projeto de capacitação Restaurante Escola, que, desde 2010, já deu cursos de garçom e auxiliar de cozinha a 435 jovens entre 18 e 35 anos. O passo seguinte foi firmar parcerias: com restaurantes, que depois contratam os alunos formados; com empresas, que financiam o projeto; e com uma faculdade de gastronomia, onde as aulas acontecem para que a turma vivencie também o ambiente universitário. “Acreditamos na educação integral. Ou seja, para nós, dar instrução técnica é tão importante quanto aumentar o repertório cultural desses jovens”, afirma a executiva.

A cada rodada de curso, são abertas 30 vagas, concedidas exclusivamente para quem não está empregado. Os selecionados passam por seis semanas de treinamento diário. Ao final, oito em cada dez deles saem de lá já com trabalho.

As vencedoras do Prêmio Claudia são eleitas por meio de votação popular e por um júri formado por personalidades engajadas nos diversos âmbitos no qual o Prêmio está envolvido. Vote até as 18h do dia 30 de setembro nas candidatas no site www.premioclaudia.com.br.

 

Foto: PABLO SABORIDO

Da Redação