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Talvez o futuro da sua empresa dependa do chefe que ainda vive nos anos 80

Retornar esse tipo de situação é simples e podem trazer inúmeros benefícios para a empresa


 

 

Quebrar paradigmas é importante para qualquer empresa. Afinal, do que adianta ter inúmeros tipos de ferramentas que estão a nossa disposição e não sabermos manuseá-las com os funcionários? Para isso, o consultor de emprego e palestrante Alberto Roitman, dá dicas de como enfrentar o novo sem hesitar.

‘’Para que uma empresa seja, de fato, do futuro, seus líderes já precisam estar lá. Ou seja, é impossível construir uma companhia moderna com mentalidade ultrapassada’’ é o que diz Roitman. Segundo ele, passos ágeis levam o grupo a pensar diferente e adotar novas estratégias. ‘’É o que chamamos de feedback, no qual semanalmente os líderes da empresa devem estimular o empregado sobre o que está acontecendo em relação a cada setor e o que precisa ser mudado’’, diz.

Existem ainda casos que em plena era das informações, aquele tipo de chefe que ainda vive na era medieval, tenta impedir o acesso à internet pelos colaboradores. Para o consultor, a maior parte dos líderes que são questionados sobre esta postura, explicam, de maneira intelectualmente pobre, que se trata de um quesito de segurança da informação.

“Porém, vimos que empresas que liberam e estimulam o uso das redes sociais no ambiente de trabalho, já perceberam que os ganhos são muito maiores que os riscos’’, destaca.

Aliás, uma coisa que se visa muito em mercados profissionais é a questão de contratar alguém pelo currículo e prospectar candidatos formados em faculdades de primeira linha, pois para o especialista, devemos contratar pessoal pelos valores e pelo potencial que um profissional promete gerar. Quantos clientes ele irá trazer? Quanto dinheiro ela contribuirá para gerar? Quais projetos ele poderá contribuir?

“No caso da faculdade temos que ter em mente em perguntar aos maiores executivos do país, onde os mesmos se formaram. Você cairá de costas com a quantidade de líderes que estudaram em universidades que já fecharam ou faliram’’, pontua.

A seguir, Alberto Roitman da outras dicas de como se tornar um líder visionário e de como deixar as ideias antigas para trás:

Demitir funcionários para cortar custos - Empresas que passam por dificuldades financeiras precisam contar com toda a ajuda de seu efetivo de funcionários. Nessa hora, todo mundo vende, todo mundo entrega e todo mundo atende. Cortar na carne é a pior (e mais burra) estratégia.

Cortar verbas de treinamento em momentos de crise - Com o intuito de diminuir os gastos, os cortes em verbas de investimento em treinamento aumentam, e isso dificulta o desenvolvimento de competências, piora o clima organizacional e a performance dos colaboradores. Fazer isso é a mesma coisa que apagar incêndio com gasolina.

Promover pessoas simplesmente por desempenharem bem sua função - Para que um colaborador seja elegível a se tornar chefe são necessárias avaliações além do simples fato do elegível bater suas metas. É necessário ser um líder "de fato", antes de ser um líder "de direito".

Vincular o pagamento dos bônus dos líderes apenas aos indicadores de produtividade - Empresas do passado calculam o lucro gerado pela área do líder, inserem outras variáveis e calculam o bônus. Empresas do futuro utilizam o Balanced Scorecard, mas dão o mesmo peso pra o People Scorecard, ou seja, avaliam qual a inspiração provocada pelo líder em seu grupo para a busca deste resultado.

Manter líderes das empresas em salas ou colocá-los todos juntos isolados dos demais funcionários - Líderes precisam estar próximos de suas equipes o tempo todo. Quer transformar seus líderes em uma alavanca estratégica? Tire a mesa deles! Coloque-os sem posição fixa. Faça-os trabalhar ao lado de seus colaboradores e veja a incrível repercussão que isso dará!

Não assegurar que todos os colaboradores conhecem a estratégia da empresa - Se você é líder, tente parar qualquer funcionário pelos corredores e peça para que ele lhe explique a estratégia da companhia. Funcionários que não sabem para onde a empresa caminha, não enxergam valor agregado em suas funções. Todos, sem exceção, precisam conhecer a estratégia da empresa para contribuir que a mesma seja alcançada.

Alberto Roitman

Palestrante, Coach e Escritor é formado em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com MBA na The University of New Mexico, tem 15 anos de experiência em empresas privadas, participando ativamente da elaboração e aplicação de estratégias de unidades de negócio e companhias.