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Um sonho de mudança costurado com linha, agulha e muitos planos

Iniciativa da Ford em parceria com o Projeto Axé e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Camaçari ensina a mulheres empreendedorismo, por meio da arte da costura


 

Um sonho costurado com agulha, linha e muito tecido. Tal qual uma colcha de retalhos, as histórias de dois grupos de mulheres simples de Camaçari e Salvador, naBahia, se entrelaçam como fibras procurando um sentido para existir. Desde o início do ano, numa iniciativa da Ford em parceria com o Projeto Axé e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Camaçari, essas mulheres se reúnem para aprender a arte da costura. Mais do que aprender um ofício, elas estão aprendendo a sorrir, empreender e acima de tudo, ter esperança de que dias melhores virão.

Para Arivânia Barbosa, 29, dona de casa e moradora de Camaçari, essa é a chance de mudar de vida. “Sempre fui criativa e curiosa. Quando tinha 12 anos, fazia bonecas com caroço de manga. Os fiapos eram os cabelos e os restos de tecido da minha avó viravam roupinhas”, conta. Arivânia sonha alto, diz que tem uma peça piloto de uma bolsa e que gostaria muito de patentear o projeto. “Estou juntando dinheiro para comprar uma máquina industrial e seguir com o sonho do negócio próprio”, declara ela.

Movida pelo desejo de compartilhar o conhecimento, Elza Silva, 69 , sai de Monte Gordo (BA), a 40 quilômetros de Camaçari, para aprender técnicas novas. “Esse curso abriu um novo horizonte na minha vida. Só estudei até a quinta série. Nunca trabalhei fora, mas chega uma hora que a gente quer ocupar a cabeça, desenvolver a mente, ensinar o que sabemos aos outros”, relata. Elza pretende replicar o que aprendeu para outras mulheres de sua cidade.

O curso a que elas se referem é baseado na técnica da reciclabilidade. Uniformes dos colaboradores da Ford, que antes eram incinerados quando devolvidos para o setor de Recursos Humanos, hoje são lavados, higienizados e doados para o Projeto Axé, entidade contratada pela montadora para executar o serviço de transformação das peças. A ONG, tem a responsabilidade de gerir os recursos, montar as aulas, programar o conteúdo e selecionar mulheres dispostas a aprender uma nova atividade, passando por conceitos de pesquisa, criação, design e marketing.

Intitulado “Desenvolvimento com produtos sustentáveis”, o curso foi criado especialmente para atender às necessidades dessas pessoas, enfocando ainda questões subjetivas como autoestima, autonomia e empoderamento feminino, além da própria capacitação.

Com as aulas temos a intenção de prepará-las para todo o processo de costura das mochilas ecossustentáveis que a Ford já doa há dois anos para as crianças das escolas municipais de Camaçari. Hoje, as mochilas são feitas por uma cooperativa, mas a intenção é que no futuro elas possam participar do processo de produção dessas peças”, afirma Marcos Cândido, coordenador de Arteducação do Projeto Axé.

Além de beneficiar as mulheres, a parceria da Ford com a ONG também contribui para o aprendizado de 60 jovens. Eles integram o grupo Axé Artes Visuais e propõem as cores, estampas e novas experimentações para as mochilas. “Essa é uma parceria que vem dando muito certo porque vai além daquilo que propomos, ela resgata a autoestima, valoriza as identidades e reforça o desenvolvimento social e econômico dessa gente”, afirma Adriane Rocha, gerente de Relações Corporativas e Comunicação da Ford Brasil.

A Ford acredita que ações como essas são de grande valia para transformar uma comunidade, contribuindo para o desenvolvimento das potencialidades e para que eles se tornem agentes de transformação nas localidades onde vivem. Essas atividades fazem parte das ações de Responsabilidade Social da montadora, amparadas pela Ford Fund, organização sem fins lucrativos criada e mantida pela Ford desde 1949. A Ford Fund e Serviços Comunitários apoia instituições e ações sociais nas regiões onde a montadora opera.

 

Da Redação